23 de maio de 2012

#Microconto


“O índio acordou assustado, não via as estrelas, ao seu redor rios e árvores de pedra.”

Uma reflexão feita no outono de 2010...

17 de janeiro de 2012

Fragmentos II

Colocar-se do outro lado é sempre difícil, mas, quando se consegue, é quase notável o peso do quinhão que o outro carrega.

16 de dezembro de 2011

Hoje eu sobrevivi a uma avalanche de pedras

Foi num sonho
Enquanto a fúria desgovernada se aproximava
Minhas chances de escapar minguavam
A morte era certa
Com ela tive que me conformar
Foi tudo muito rápido
Segundos para o impacto
...
Durante aqueles instantes o medo sumiu
Todas as percepções se aguçaram
Num insight desviei do primeiro rolo compressor
Que passou na velocidade de uma flecha
E assim, sucessivamente de todos os outros imensos projéteis
Que me tinham como alvo
E desciam rolando, quicando pelas encostas
...
Olhei para trás para acreditar
Tinha me salvado
Tudo estava calmo, em paz novamente
Eu, que havia pensado ter chegado a minha hora
Vi-me mais vivo do que antes
E percebi
Que mesmo na maior das adversidades
Não desisti da vida
E que são nestes momentos que crescemos
Mesmo num sonho...


Sonhado/escrito em um dia do Outubro passado

16 de novembro de 2011

Fragmentos I

Como é difícil desfazer laços quando se tem raízes já fortemente estabelecidas.

30 de julho de 2011

Um retrato do planeta (título provisório)

I.
A poesia e o poeta caminhavam juntos
Em dimensões separadas
Abstratas, inatas
E adaptadas para a circunstância

A música tocou de repente
Versada em rima
Em prosa vivida, conhecida da mocidade
Mas sem aspectos que impusessem algum futuro
Não que isso fosse necessário
Mas naquele momento era


"Esta é a primeira parte desta poesia que estou criando em capítulos, a segunda está postada em Conceitos são Reflexos
e a terceira está no Arte no Contexto

26 de maio de 2011

D.S.

Nos ouvidos, Moriarty. Nas mãos, lápis. No paladar, café. E assim percorro estas linhas. Minhas. Suas. Nossas. (...) Hoje parei para te ler. Ver. Ter. Me arriscar. Penso muito nas pessoas que passaram por aqui. Visitas. E não tem como te negar. Renegar. Aprendi Cortázar entre suas cores de Almodóvar misturado com o cheiro do seu cigarro e a maquilagem exposta. Hoje sou outro. Você passou por aqui e deixou marcas. Seus vestígios ainda figuram nessa pessoa que te escreve. O mundo gira de outra forma. E hoje me revisito. E percebo o que passou. Ou tento.


11 de maio de 2011

2.0

Uma nova fase dentro do processo de criação deste ser que lhes escreve, para entender melhor acesse o eXpresSãO vIRTual:

http://expressaovirtualarte.blogspot.com/

Abraço a todos!

27 de fevereiro de 2011

9 de fevereiro de 2011

Banho de Mar

À espera de inspiração
Ela não chega
Amanhece desavisada
Disfarçada, obrigada a ser o que não é

Na bagagem feita às pressas não há meias nem calças
Nada
A própria mala é a bagagem
Livre, entregue às distâncias e substâncias
Juntas compõem o sopro do ar na areia

Não espero mais o momento eterno
Vou continuar a rabiscar
Areia