20 de dezembro de 2012

Qual fragrância você guarda?


Ela sempre teve a vontade de entregar um bilhete de amor para uma daquelas paixões momentâneas que a gente sempre tem numa de nossas viagens diárias de ônibus. Certo dia, o fez! Mais tarde, descobriu que um dos bolsos duma mochila qualquer, que já não era mais simplesmente uma mochila qualquer, cheirava a chocolate. Chocolate ao leite.


"What is there to know?
All this is what it is
You and me alone
Sheer simplicity"
(Know-how - Kings of Convenience)


17 de junho de 2012

Metade

Ela queria o meio de tudo
O meio da cama
O meio do sossego
Pois ela era uma parte caos e a outra paz
Um lugar que procurei e encontrei, mas...
E aí?
Metade caos
Metade de mim
Metade paz
Talvez sim
Talvez o fim

23 de maio de 2012

#Microconto


“O índio acordou assustado, não via as estrelas, ao seu redor rios e árvores de pedra.”

Uma reflexão feita no outono de 2010...

17 de janeiro de 2012

Fragmentos II

Colocar-se do outro lado é sempre difícil, mas, quando se consegue, é quase notável o peso do quinhão que o outro carrega.

16 de dezembro de 2011

Hoje eu sobrevivi a uma avalanche de pedras

Foi num sonho
Enquanto a fúria desgovernada se aproximava
Minhas chances de escapar minguavam
A morte era certa
Com ela tive que me conformar
Foi tudo muito rápido
Segundos para o impacto
...
Durante aqueles instantes o medo sumiu
Todas as percepções se aguçaram
Num insight desviei do primeiro rolo compressor
Que passou na velocidade de uma flecha
E assim, sucessivamente de todos os outros imensos projéteis
Que me tinham como alvo
E desciam rolando, quicando pelas encostas
...
Olhei para trás para acreditar
Tinha me salvado
Tudo estava calmo, em paz novamente
Eu, que havia pensado ter chegado a minha hora
Vi-me mais vivo do que antes
E percebi
Que mesmo na maior das adversidades
Não desisti da vida
E que são nestes momentos que crescemos
Mesmo num sonho...


Sonhado/escrito em um dia do Outubro passado

16 de novembro de 2011

Fragmentos I

Como é difícil desfazer laços quando se tem raízes já fortemente estabelecidas.

30 de julho de 2011

Um retrato do planeta (título provisório)

I.
A poesia e o poeta caminhavam juntos
Em dimensões separadas
Abstratas, inatas
E adaptadas para a circunstância

A música tocou de repente
Versada em rima
Em prosa vivida, conhecida da mocidade
Mas sem aspectos que impusessem algum futuro
Não que isso fosse necessário
Mas naquele momento era


"Esta é a primeira parte desta poesia que estou criando em capítulos, a segunda está postada em Conceitos são Reflexos
e a terceira está no Arte no Contexto

26 de maio de 2011

D.S.

Nos ouvidos, Moriarty. Nas mãos, lápis. No paladar, café. E assim percorro estas linhas. Minhas. Suas. Nossas. (...) Hoje parei para te ler. Ver. Ter. Me arriscar. Penso muito nas pessoas que passaram por aqui. Visitas. E não tem como te negar. Renegar. Aprendi Cortázar entre suas cores de Almodóvar misturado com o cheiro do seu cigarro e a maquilagem exposta. Hoje sou outro. Você passou por aqui e deixou marcas. Seus vestígios ainda figuram nessa pessoa que te escreve. O mundo gira de outra forma. E hoje me revisito. E percebo o que passou. Ou tento.