quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Almas sem rumo

Numa rua, numa praça
Num canto com seu pranto
Tenha chuva, tenha sol
Lá estão eles
Sujos, desnudos
Com fome, com frio
Sem chance, confiança, sem nada...

Não têm escolha
Apenas vivem sem viver
Apenas seguem sem saber
Não têm escolha

Girassóis sem força
Altos e baixos
Fortes e fracos
Marias, Antônios, Madalenas e Josés

Chega noite
E lá estão eles
Lá ficam eles
Sem nada

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Pára-quedas
Quero correr, brincar, pular, voar livre, e exalar os sintomas da vida.
Não posso deixar os valores medíocres suicidarem minha mente, por isso após o longo dia fecho os meus olhos e jogo fora toda a carniça que teima em se acumular, pois para mim ela não deve ter a mesma relevância que para abutres e vermes.
Com o tempo vou tentando buscar a compreensão na incompreensão, desvendar os mitos e admirar o que se esconde numa tal ilusão...
Estou quebrando as correntes, mas sem muito barulho, pois a pressa é a inimiga do que se pode chegar perto da perfeição.
Não quero tornar o simples em complexo, pois o simples, de tão óbvio chega a embaçar nossa visão e assim só deixa o complexo em evidência.
O ponto final pode não se aproximar, mas por hoje estou satisfeito, pois gargalhei com amigos, joguei conversa fora, conheci outro bairro, percebi o que mais pregou peças, quando descobri que a vida pode ter pára-quedas.


quarta-feira, 10 de setembro de 2008

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

É feito na causa

O efeito é a causa
Do efeito da causa
Efeito que causa
Causa efeito causa
Causa que causa
Efeito causa causa
Efeito na causa