quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Desconcertante. Embaraçosa. Linda!

Dar passagem ao novo. Desapego. "Passou!" Nada mais. (...) Palavras simples, porém duras. (...) Como esquecer alguém que passou pela nossa vida e deixou marcas? A sentença já fala por si só: "deixou marcas". (...) Não! Não estou falando de alguém em específico. Antes de tudo, quero deixar isto bem claro. Quando toco neste ponto, quero falar de todas as pessoas que passaram, estão ou passarão (ainda não sabemos quem são, mas elas existem!) pela nossa estrada. Algumas apenas colhem e nada mais. Outras nos sensibilizam de certa forma que não tem explicação. (...) Não sei o que mais. (...) Palavras desconexas... Mas precisava. Desculpe por qualquer coisa. Apenas um desabafo. (...) Às vezes penso (e a cada dia tenho mais certeza) que sou de uma natureza melancólica (alguém já disse isto!).
(Após a peça “Aldeotas”, Texto: Gero Camilo; Direção: Cristiane Paoli Quito; Elenco: Gero Camilo e Marat Descartes)

6 comentários:

  1. Pois é, acabo de encontrar um 'companheiro'. hahaha
    Acho que também sou da natureza melancólica, embora isso não seja bem visto pelos olhos alheios.

    Adorei o texto, fato.

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  2. não assisti
    =/
    mas fiquei sem palavras!!!

    humf..

    bjs

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  3. Pessoas e sonhos e desejos e conquistas e objetos passam... Isso é fato! E deixam marcas, de solados, de dedos, de vinhos, de cervejas, de poeira, de pétalas... Seja o que for!

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  4. melancolia faz parte da nossa natureza... e não que seja ruim.. acho até bonito por vezes, mas por eu a encontrar em mim, me incomodo.. como se eu me lesse nos textos alheios... na melancolia do outro.. daí a crítica.. queria ter assistido essa peça.. perdi! e.. sobre as pessoas... elas sempre vão aparecer... deixando marcas e levando marcas suas nelas também..

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  5. Se deixou marcas, não adianta, o tempo vai passar e vc não vai esquecer.

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