quinta-feira, 26 de junho de 2008

Pelos últimos dias...

O dia estava estranho - ora cinza, ora azul. A rodoviária era de uma sujeira subjetiva. Não lhe agradava. Lugar onde pessoas desconhecidas vêm e vão todo instante. Queria estar longe dali. Na verdade, gostaria de estar longe de tudo e de todos. Poucos minutos tinham corrido, mas, pra ele, pareceram infinitos e incontáveis. Seu olhar era distante. Quando entrou no ônibus, continuava distante. Muito além do sujo vidro que preenchia a comum janela. Comum já vivera por tanto tempo. Era como tivesse vivido uma vida não sua. Sentia-se um estranho no seu próprio corpo. Talvez necessidade de provações. Mas, pra quem? Pra quê? Sem explicações. Naquele momento, tantos pensamentos embrulhavam sua cabeça. Estava perdido. Porém, um era mais pertinente: as diferenças que definitivamente (supostamente) havia entre ela e ele. Era como se procurasse uma balança para medir algo imensurável. Tudo indicava o óbvio. Mas, o amor era maior.

4 comentários:

  1. me balança, me perturba.
    são tantas as questões, nestes instantes saio de mim e me pergunto " quais eram mesmo?".rs.
    noutros caio em mim,e tudo se refaz.

    por hora?
    aquele teu silêncio...

    ResponderExcluir
  2. Rodoviarias sujas sao um problema

    ResponderExcluir
  3. Gostei do seu blog, principalmente desse texto. por isso o elogio neste texto. Se vc puder me ajudar a divulgar meu blog.

    ResponderExcluir
  4. Lindo! Lindo!!!!

    Tem pessoas que só de pensar nela, a gente sente que o tempo fica mais ameno e dócil...
    E quando a gente pensa e ler ao mesmo tempo esta pessoa aí o tempo definitivamente vira POEMA!

    Palmas, adorei tudo de novo.
    BjZ

    ResponderExcluir