15 de janeiro de 2009

O momento bom

Hoje pensei e escrevi
Refleti sobre o que foi bom
Foi-se e foi passageiro
Momento certeiro
Foi-se e foi bom

Hoje pensei no que vi
O momento passageiro
Pensei e foi bom
Foi-se e foi o que vi

4 de janeiro de 2009

Entre laços

Se você olha / Adoça o pão sem graça que vem pra mim / Se você faz-se rir / Sinto um sim pra gente ir / Se você dorme / Olhe! Não se preocupe, eu estou aqui / Se você desprende / Prende a certeza que um dia há de vir / E eu não entendo... / A gente faz de tudo pra (não) sentir o que deseja / Veja! / A gente fez a nossa ponte. / Enfim... / É assim!

24 de dezembro de 2008

Geração
Tudo que toca deixa lastro
Momento que incendeia
Abre espaço, torna vasto
No caminho, permeia


Obs. conheça o "Conceitos são reflexos", meu novo blog:
http://conceitossaoreflexos.blogspot.com/

17 de dezembro de 2008

Desconcertante. Embaraçosa. Linda!

Dar passagem ao novo. Desapego. "Passou!" Nada mais. (...) Palavras simples, porém duras. (...) Como esquecer alguém que passou pela nossa vida e deixou marcas? A sentença já fala por si só: "deixou marcas". (...) Não! Não estou falando de alguém em específico. Antes de tudo, quero deixar isto bem claro. Quando toco neste ponto, quero falar de todas as pessoas que passaram, estão ou passarão (ainda não sabemos quem são, mas elas existem!) pela nossa estrada. Algumas apenas colhem e nada mais. Outras nos sensibilizam de certa forma que não tem explicação. (...) Não sei o que mais. (...) Palavras desconexas... Mas precisava. Desculpe por qualquer coisa. Apenas um desabafo. (...) Às vezes penso (e a cada dia tenho mais certeza) que sou de uma natureza melancólica (alguém já disse isto!).
(Após a peça “Aldeotas”, Texto: Gero Camilo; Direção: Cristiane Paoli Quito; Elenco: Gero Camilo e Marat Descartes)

11 de dezembro de 2008

não necessita de um título

nada do que escrevo ultimamente me agrada, me falta espontaneidade e a essência que sempre envolveu o ambiente e a mente.
sei que é algo que depende exclusivamente de mim, porém é como se tivesse perdido o rumo...
agora reflito sobre o ocorrido e vejo que pode ser devido à transformação do meu Ser, algo dolorido e necessário.
neste período confuso, ainda estou descobrindo meu caminho, e espero trilhá-lo com passos firmes e conscientes.
a consciência é o que sempre enxerga os limites, e também o que pode superá-los.


04/12/2008

3 de dezembro de 2008

Arrebentação

Sucessão de idas e vindas na vida. Pessoas. Passagens. (...) A gente se acostuma. Vamos descobrindo formas de enganar a saudade. (...) Mas até quando o coração agüenta? Arrebenta. Lágrimas. Silêncio.

26 de novembro de 2008

Pressa de Amar

Hoje estou com pressa de amar
A mesma rocha voltou pro lugar
Com pressa de amar, com pressa de amar!
A mesma hora o mesmo lugar
Hoje a rocha voltou pra me amar
Com a mesma pressa daquele lugar
A hora passa e a rocha ta lá
Hoje a pressa parou pra amar.


*Poema publicado na "XV Antologia Poética Hélio Pinto Ferreira"

19 de novembro de 2008

Experimentalismo

O nosso entendimento das coisas se baseia no conhecimento que temos de mundo. Isto não é segredo algum. Já disseram que o falar é social. É necessário. O processo em si a produto final. Este é apenas uma conseqüência. A sustentação se torna plausível, porém, é deveras suscetível a erros. Mas tudo tem 50% de chance de dar certo e 50% de dar errado. (Talvez!) E, hoje, mais do que nunca (como sempre), arriscar é preciso. Afinal, qual a sua leitura de mundo? (...) Pois é, às vezes temos que ligar o "foda-se". Pronto! Falei.
(Após a peça “Manter em Local Seco e Arejado”, Cia. [ph2]: Estado de Teatro, São Paulo)

13 de novembro de 2008

A trilha
Pela proximidade ao mar
Banhei-me de ilusão
Peixe de aquário
A ponto de me afogar
Nas profundezas da própria escuridão

No que parecia o último suspiro
O globo completou seu giro
Da lama começou a se afastar
Revelando a chama que mantinha
E acendendo as tochas pela trilha

O próximo oceano para mergulhar
Incandescente, alquímico
Com indizível força de atração
A partir do ponto onde os mares não se misturam...
Evapora a diferenciação

Todas as cores em uma só
Momento presente em todos os momentos
Quando ultrapassar a última fronteira
Tão distante da inicial poeira
Serão escritas as últimas palavras


Escrito em 18/09/2008

5 de novembro de 2008

Chover-se

Fenecer-se aos poucos até findar-se não é um caminho muito nobre! (...) Estou aprendendo a amar novamente... Ou melhor, deixando-me amar novamente! (...) Liberdade para caminhar com as próprias pernas (alguém já disse isto!). Não é fácil. Fato! Mas, temos que tentar. (...) Até quando lutar por um alguém vale a pena? O tempo passa... A gente passa... A vida passa! (...) Eu li um dia desses que "o amor é um eterno recomeçar. Cada novo amor é como se fosse o primeiro e o último." Enfim... Dê-se o luxo de deixar-se amar! Nada mais.